terça-feira, fevereiro 27, 2024
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Homem é mordido por gato e contrai bactéria desconhecida pela ciência; saiba mais

por Redação

Um homem que foi mordido por um gato de rua contraiu uma infecção provocada por uma bactéria até então desconhecida pela comunidade científica. Ele manifestou uma reação imunológica intensa, semelhante a uma alergia, que resultou em inchaço nos braços, mãos e dedos. O caso foi registrado no Reino Unido.

O homem, com 48 anos de idade, procurou atendimento hospitalar cerca de oito horas após o incidente com o gato de rua. Embora ele não tenha relatado os detalhes do ataque, apresentava múltiplas mordidas nos dedos das duas mãos, no antebraço direito e nas costas da mão esquerda.

Após a higienização dos ferimentos do paciente, os médicos notaram que a reação alérgica persistiu nas horas subsequentes, o que despertou a atenção da equipe médica. Como parte do tratamento, o paciente precisou ingerir uma combinação de três antibióticos por via oral, a fim de combater a bactéria. Além disso, os médicos realizaram a coleta de amostras de sangue e tecido para compreender a razão por trás da resposta exacerbada do organismo.

Os profissionais de saúde identificaram que o paciente havia contraído uma bactéria previamente desconhecida. Essa bactéria pertence ao gênero Globicatella, o qual também está associado a formas raras de doenças como a meningite, pielonefrite (inflamação nos rins) e infecções urinárias.

“As bactérias do gênero Globicatella são um grupo pequeno. A Globicatella sanguinis era a única espécie conhecida capaz de provocar infecção humana. A G. sulfidifaciens era a única outra espécie conhecida do gênero, mas ela não causa infecção em humanos. A nova espécie de Globicatella provoca extensa infecção de tecidos e compromete a imunidade”, diz o artigo publicado na revista Emerging Infectious Diseases, em 20 de julho.

A nova bactéria é da família da G. sulfidifaciens, embora apresente um DNA cerca de 20% distinto. Essa diferença é considerável, já que as discrepâncias genéticas entre um ser humano e um chimpanzé, por exemplo, giram em torno de pouco mais de 1%.

Redação

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