segunda-feira, fevereiro 26, 2024
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‘Amendoim é altamente cancerígeno’; entenda

por Fernando Beteti
amendoim

O amendoim, um alimento apreciado em muitas culturas ao redor do mundo, pode estar associado a um risco potencial de câncer, devido à presença de aflatoxinas. Essas toxinas constituem um grupo de compostos produzidos pelos fungos Aspergillus flavus e Aspergillus parasiticus, e sua presença em produtos agrícolas, incluindo o amendoim, tem sido objeto de preocupação devido aos potenciais efeitos adversos à saúde, incluindo seu possível papel cancerígeno.

As aflatoxinas são metabolitos tóxicos secundários produzidos por esses fungos durante o crescimento em condições específicas, como altas temperaturas e umidade. Essas condições são frequentemente encontradas em regiões tropicais e subtropicais, onde o amendoim é cultivado. A aflatoxina mais comum e estudada é a aflatoxina B1, que é reconhecida como uma substância potencialmente cancerígena para humanos, conforme explica Dra. Luciana Fortes, que é Phd em Naturopatia.

“O amendoim é o campeão de uma substância altamente cancerígena chamada aflatoxina, que é um grupo de substâncias, na verdade. (…) Eu coloco o amendoim no tipo dos topos. Além do amendoim por si só já ter esse alto grau de contaminação, ainda tem as variações do amendoim. o amendoim é normalmente contaminado por um fungo chamado Aspergillus”.

Estudos científicos têm associado a exposição prolongada e em níveis significativos de aflatoxinas à ocorrência de cânceres, especialmente hepáticos. A aflatoxina B1 é conhecida por ser metabolizada no fígado humano em um composto altamente reativo que pode se ligar ao DNA, causando danos genéticos e aumentando o risco de desenvolvimento de tumores.

Veja vídeo da Dra. Luciana Fortes sobre o amendoim

A regulação e monitoramento rigorosos são essenciais para mitigar os riscos associados à presença de aflatoxinas no amendoim e em outros produtos alimentícios. Diversas agências reguladoras em todo o mundo estabeleceram limites máximos permitidos para aflatoxinas em alimentos, buscando garantir que os consumidores sejam expostos a níveis seguros dessas substâncias.

Foto: Pixabay

Fernando Beteti

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