segunda-feira, fevereiro 26, 2024
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Obesidade: como enfrentar a ‘mãe’ de todas as doenças?

por Fernando Beteti

A obesidade é fator de risco para outras enfermidades, segundo o Ministério da Saúde, o que faz com ela seja muitas vezes chamada com a “mãe” de todas as doenças. Entre os problemas decorrentes da obesidade estão, por exemplo, doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e alguns tipos de câncer. Isso sem falar da maneira como o problema é visto pela sociedade, podendo levar a estereótipos e discriminação. 

Silvio de Moura Bernardes é consultor de saúde e qualidade de vida e professor da Indústria de Saúde Brazil, a maior instituição de ensino brasileira formadora em Naturopatia. Em entrevista ao canal Fernando Beteti, ele faz um importante alerta sobre os riscos da obesidade e ensina como a medicina natural pode ser uma aliada na guerra contra a balança.

Confira:

Fernando Beteti: O que observar quando a pessoa está acima do peso? A pessoa tem consciência dos problemas de estar acima do peso?

Professor Silvio de Moura Bernardes: Geralmente, quando ela busca o profissional de saúde alternativa, de saúde natural porque está acima do peso, ela tem uma consciência de que o peso está maior do que deveria, mas ela não tem muita consciência do que isso pode representar de perigo para a saúde dela.

A gente sabe que o peso elevado é classificado: sobrepeso, obesidade tipo 1, 2, 3 e obesidade mórbida. Muita gente que já tem a obesidade 3 ou a obesidade mórbida não sabe que está a ponto de ter um problema cardiovascular e morrer, ou então ficar inválido para o resto da vida por causa dessa condição.

Conscientizar ainda mais de que o risco não é somente estético, o risco é muito mais profundo do que isso, faz parte do profissional que trabalha com educação na saúde.

Fernando Beteti: Considerando que estou acima do peso, quais os primeiros procedimentos que, na sua experiência nesse tratamento natural, você já indica para o paciente. Além disso, qual alerta o que deve ser feito para evitar qualquer doença mais grave?

Professor Silvio de Moura Bernardes: Se eu tiver 10 pessoas com o peso elevado, pode ser que eu tenha com elas 10 tratamentos diferentes, porque a gente não trata como os profissionais geralmente fazem. A gente não trata o peso elevado, a gente vai investigar o que está causando o peso elevado. A nossa meta é tratar as causas, porque só cessando as causas, cessa o efeito.

Se você for tratar a obesidade, você consegue com uma planta, um termogênico, uma coisa assim. Você consegue fazer a pessoa perder peso, mas logo ela recupera. Se você for às causas e remover da vida dela as causas do peso excessivo, aí você consertou o mal pela raiz. Então, por isso, é que cada pessoa pode ter uma causa diferente.

Algumas dessas pessoas que têm sobrepeso não é por causa da gordura, é retenção hídrica, porque o rim está inábil para drenar o excesso de líquido do corpo. Outras pessoas têm problema de tireoide, outras pessoas têm a questão da alimentação, uma alimentação riquíssima em carboidratos, outras têm uma propensão hereditária a isso, outras não é nada disso, é apenas o sedentarismo excessivo. Outras é a ansiedade. São muitas as causas.

O que a gente tem que fazer é ter calma, não sair logo dando solução. A pessoa veio atrás de uma solução rápida, mas uma anamnese, que é um questionário interrogatório para descobrir as causas, é o ideal. Assim sendo, você vai tratar aquilo que fez com que a pessoa se tornasse obesa e, aí, você tem mais chances de ter um resultado duradouro.

Fernando Beteti: Pelo seu tempo de atendimento dentro da medicina natural, podemos ter uma estatística do que é mais comum para engordar?

Professor Silvio de Moura Bernardes: Podemos. Trata-se de uma dobradinha. É uma alimentação inadequada misturada com sedentarismo. Essa dobradinha é a raiz da maior parte dos males. Eu acrescento até um terceiro fator, que é importante, que é a sua estrutura biológica. Se você é uma pessoa brevilínea, ou seja, de metabolismo lento, você vai ter uma dificuldade bem maior de gastar energia de uma determinada quantidade de carboidrato consumido do que uma pessoa que seja de metabolismo rápido.

Quer saber mais sobre o assunto? Assista a entrevista completa abaixo:

Fernando Beteti

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