Em tempos em que a medicina convencional aposta fortemente em remédios e terapias de alto custo, uma prática simples e milenar está ganhando espaço nas discussões sobre saúde: o jejum intermitente.
Durante uma entrevista ao canal Fernando Beteti, a Dra. Andreia Mombach, que é PhD em Naturopatia e biomédica, trouxe à tona uma afirmação polêmica: o jejum pode ser um poderoso aliado no combate ao câncer.
Autofagia: o corpo eliminando células doentes
Segundo a especialista, respeitar intervalos de pelo menos 6 horas entre refeições força o organismo a entrar em um processo chamado autofagia – um mecanismo natural em que o corpo “limpa” células defeituosas, inclusive as tumorais.
“Quando o corpo não recebe alimento constantemente, ele precisa buscar energia dentro de si mesmo, eliminando células danificadas ou potencialmente cancerígenas”, explicou Mombach.
Esse processo, combinado à dieta cetogênica (redução drástica de carboidratos), enfraquece a principal fonte de energia das células tumorais: a glicose.
O que muda para pacientes oncológicos
Ao contrário da crença comum de que quem enfrenta um câncer pode “comer de tudo”, a especialista alerta que essa atitude pode ser um grande erro.
- Reduzir carboidratos simples evita que tumores se alimentem.
- Aumentar o consumo de gorduras boas ajuda a produzir corpos cetônicos, usados como energia saudável pelo organismo.
- O jejum intermitente planejado potencializa tratamentos como a quimioterapia.
“Já acompanhamos pacientes que alcançaram remissão após combinarem a medicina convencional com mudanças radicais na alimentação e cuidados com inflamações ocultas na boca”, relatou.
A saúde bucal como peça-chave no câncer
Um ponto pouco discutido, mas enfatizado por Mombach, é o papel da odontologia biológica no tratamento. Ela afirma que muitos pacientes só alcançam melhora significativa após tratar focos inflamatórios ocultos nos dentes e gengivas.
Na Europa, segundo a médica, oncologistas e dentistas trabalham juntos no acompanhamento do paciente oncológico.
O jejum é para todos?
Apesar dos benefícios, Mombach ressalta que o jejum não é universal:
- Pode ser perigoso para mulheres com desequilíbrios hormonais.
- Ansiosos e pessoas que dormem mal podem ter piora dos sintomas.
- O acompanhamento profissional é essencial para garantir resultados positivos e seguros.
Estilo de vida como arma contra doença
Para a especialista, o jejum intermitente não é apenas uma dieta, mas uma forma de alinhar o corpo com sua biologia natural.
“Quanto mais envelhecemos, menos alimento precisamos. Comer menos e de forma consciente é uma das chaves para longevidade e saúde”, conclui.
Veja o vídeo abaixo


