terça-feira, fevereiro 27, 2024
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Estresse, ansiedade… Energéticos podem causar problemas de saúde mental em jovens, diz estudo

por Redação
energéticos

Um estudo recente revela que o consumo de energéticos por crianças e adolescentes pode ter efeitos prejudiciais na saúde mental. Especialistas do Reino Unido, que realizaram a pesquisa no Centro de Pesquisa Translacional em Saúde Pública da Universidade de Teesside, enfatizam a necessidade de alerta e a implementação de políticas restritivas em relação a essas bebidas.

De acordo com os resultados publicados na revista científica Public Health no dia 15 de janeiro, o consumo de energéticos está associado a um aumento significativo no risco de problemas de saúde mental, incluindo ansiedade, estresse, depressão e pensamentos suicidas. Diante dessas descobertas, os especialistas sugerem a proibição da venda dessas bebidas para menores de 16 anos.

Amelia Lake, professora de Nutrição em Saúde Pública no Fuse (Centro de Pesquisa Translacional em Saúde Pública da Universidade), destacou que, embora o consumo de energéticos pelos jovens seja frequentemente associado à melhoria de energia e desempenho, as novas evidências indicam que, na realidade, causam mais danos do que benefícios.

“A evidência é clara de que as bebidas energéticas são prejudiciais à saúde mental e física das crianças e jovens, bem como ao seu comportamento e educação. Precisamos tomar medidas agora para protegê-los desses riscos”, destacou a professora.

Além dos impactos na saúde mental, a pesquisa também reitera pontos negativos previamente estudados, como problemas cardíacos, incluindo aumento da arritmia cardíaca e diminuição na frequência cardíaca.

“O consumo dessas bebidas também pode estar associado ao aumento da rigidez arterial e ao aumento significativo da pressão arterial sistólica (PAS) e da pressão arterial diastólica (PAD)”, ainda de acordo com a pesquisa.

No Reino Unido, embora as embalagens dos produtos tragam advertências indicando que não são adequadas para crianças, elas ainda podem ser adquiridas facilmente por menores de 18 anos. O estudo ressalta que os homens apresentam maior probabilidade de consumir bebidas energéticas em comparação com as mulheres, e destaca que o consumo regular dessas bebidas pode estar associado ao uso de drogas, comportamentos mais violentos e práticas sexuais desprotegidas.

Com informações do Correio Braziliense

Redação

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