A presença das fritadeiras elétricas, popularmente chamadas de air fryers, mudou a forma como muitas pessoas cozinham no cotidiano. O aparelho se tornou cada vez mais comum nas cozinhas brasileiras por possibilitar o preparo de alimentos crocantes e saborosos com uma quantidade significativamente menor de óleo em comparação à fritura convencional. A praticidade também é um dos atrativos, já que o equipamento pode reduzir o tempo de preparo e facilitar a rotina de quem tem pouco tempo para cozinhar.
Mesmo com esses benefícios, o uso incorreto da air fryer pode levantar preocupações relacionadas à saúde. O fitoterapeuta, neurocientista e doutorando em Naturopatia Julio Luchmann está entre os especialistas que chamam atenção para o assunto. Em entrevista ao Canal Fernando Beteti, ele apresentou sua avaliação sobre os possíveis impactos do uso desse tipo de aparelho.
Segundo Luchmann, a temperatura usada no preparo faz toda a diferença. “A Air Fryer pode pode ser um problema dependendo de como você a usa. Se usar ela no 100% de temperatura, você está criando um monstro dentro da sua casa. Pois o choque do ar quente com a proteína faz você criar ali um processo de glicação avançada e surgem substâncias que são cancerígenas, como acrilamida, por exemplo. Agora, se eu uso a Air Fryer numa potência de até 150 graus e tenho paciência para cozinhar e conseguir esperar que aquele processo seja feito de maneira lenta e gradual, ela é ótima, é fantástica”, explicou.
O especialista destaca que a formação de compostos nocivos, como a acrilamida, pode ocorrer em alimentos expostos a temperaturas muito altas e por longos períodos. Para evitar esses problemas, Luchmann recomenda preparar alimentos na air fryer utilizando temperaturas moderadas e respeitando o tempo adequado de cocção.
Com cuidados simples, afirma ele, é possível aproveitar todos os benefícios da tecnologia sem comprometer a saúde.
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