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Países tornam permanente acesso a pílula para abortar em casa; OMS defende direito ao aborto

por Fernando Beteti

As mulheres na Inglaterra e no País de Gales poderão ter acesso permanente a pílulas para aborto precoce em casa. A nova legislação permitirá que as mulheres tenham acesso à primeiro e segunda pílulas para interromper a gravidez de até 9 semanas e 6 dias, em casa. Isso, após passarem por consulta médica, ainda que seja por telemedicina.

Ainda conforme a nova legislação, os médicos deverão incluir informações sobre o local da interrupção, local da consulta e também registrar se consulta foi totalmente remota. Do mesmo modo, os médicos precisarão fazer um certificado de ‘boa fé’ que o período de gestação é inferior a 10 semanas

Antes da pandemia do novo coronavírus, as mulheres com menos de 10 semanas de gestação que iam em busca do aborto, precisavam passar por uma consulta presencial em uma clínica. Lá elas e eram examinadas. Na sequência, tomavam a primeira pílula. E depois disso recebiam a segunda para tomar em casa, em 48 horas.

Com a chegada do lockdown, o autorizou que a consulta poderia ser por telefone ou online. Contudo, agora o acesso às pílulas em casa é permanente.

O que a OMS diz sobre o aborto?

Este ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou novas recomendações, alegando que são para “melhorar a segurança em abortos”. Do mesmo modo, a entidade diz que “quando o procedimento é feito com os métodos recomendados, de forma apropriada a duração da gravidez e assistida por profissionais, o processo é simples e seguro”

Pela primeira vez, as diretrizes da OMS incluem a telemedicina. Além disso, recomenda-se o “compartilhamento de tarefas por diversos profissionais de saúde e o acesso a pílulas abortivas adequadas”.

A OMS também se posicionou sobre o assunto, após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar uma lei federal que assegurava o direito das mulheres a abortarem legalmente no país.

“As mulheres devem sempre ter o direito de escolher quando se trata de seus corpos e sua saúde. Restringir o acesso ao #aborto não reduz o número de procedimentos – leva mulheres e meninas a procedimentos inseguros. O acesso ao aborto seguro salva vidas”, escreveu o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, no Twitter, sem mencionar de maneira direta os EUA.

Foto da capa: Reprodução/Arquivo/OMS

Fernando Beteti

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1 comentário

Sandra 30 de agosto de 2022 - 15:54

Essas pessoas enlouqueceram….O diabo já cegou todos Como pode MATAR para “salvar vidas ” É o cúmulo da burrice essa “tese “.Tinha que vir de comunista mesmo! Lamentável o número de mulheres que caem nessa armadilha diabólica. As crianças ,vítimas , essas estarão com Deus!

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