A inflamação crônica foi o tema central da live com a Dra. Andreia Mombach ao canal Fernando Beteti. Durante a conversa, a especialista explicou que a inflamação não é, por si só, um problema. Ela é uma resposta natural do organismo, necessária para reparar tecidos, combater agressões e proteger o corpo. O problema começa quando essa resposta permanece ativa por tempo demais.
Segundo a Dra. Andreia, muitas pessoas vivem em estado de inflamação silenciosa sem perceber. Antes de a dor aparecer, o corpo costuma emitir sinais como cansaço ao acordar, retenção de líquido, gases, digestão lenta, irritabilidade, ansiedade, dificuldade para emagrecer, pele sensível, acne adulta e nevoeiro mental. Esses sintomas, muitas vezes tratados como “normais”, podem indicar que o organismo está sobrecarregado.
Um dos pontos mais importantes da entrevista foi a relação entre inflamação e intestino. A médica destacou que o intestino tem papel essencial na imunidade, na absorção de nutrientes e até no equilíbrio emocional. Quando a barreira intestinal está comprometida, substâncias que deveriam permanecer no trato digestivo podem chegar à corrente sanguínea, ativando o sistema imunológico e favorecendo inflamações no corpo.
A especialista também chamou atenção para o papel do sono e do estresse. Dormir mal prejudica os mecanismos naturais de reparação, enquanto o estresse crônico mantém o organismo em estado de alerta. Para ela, não basta olhar apenas para alimentação: emoções, rotina, ambiente, exposição a toxinas e qualidade do sono também influenciam diretamente o processo inflamatório.
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Outro órgão citado como fundamental foi o fígado. A Dra. Andreia explicou que ele atua como um filtro, processando toxinas, medicamentos, álcool, hormônios e resíduos metabólicos. Quando está sobrecarregado, o corpo pode ter mais dificuldade para eliminar substâncias indesejadas, favorecendo retenção de líquido, acúmulo de gordura, dores articulares e baixa energia.
O caminho pra vencer a inflamação
Na prática, a médica defende que “desinflamar” não significa apenas tomar remédio ou buscar uma solução rápida. O caminho passa por retirar o que intoxica e restaurar o equilíbrio do organismo. Entre as medidas citadas estão melhorar o sono, reduzir açúcar e ultraprocessados, cuidar da saúde intestinal, beber água com minerais, consumir alimentos antioxidantes, movimentar o corpo e reduzir o uso de telas à noite.
A live também abordou a importância da epigenética. Segundo a Dra. Andreia, a genética pode indicar predisposições, mas não deve ser vista como destino. Hábitos diários, alimentação, respiração, emoções e ambiente podem influenciar a forma como o corpo expressa saúde ou doença.
A principal mensagem da entrevista foi direta: o corpo costuma avisar antes de adoecer de forma mais grave. Ignorar sintomas persistentes pode atrasar mudanças importantes. Cuidar da inflamação, segundo a especialista, é cuidar da base da saúde.


