Muitas pessoas recebem os exames de sangue, olham os valores de referência do laboratório e acreditam que está tudo certo. Mas, segundo o médico Dr. João Haddad, essa leitura pode ser incompleta, inclusive quando se trata de diabetes.
Em entrevista ao canal Fernando Beteti, ele explicou que os exames laboratoriais não devem ser avaliados de forma isolada. Para o médico, glicose, insulina, hemoglobina glicada, ferritina, hormônios e outros marcadores precisam ser analisados em conjunto, dentro do estilo de vida e do contexto metabólico de cada paciente.
O ponto central da entrevista é que estar dentro da referência do laboratório não significa, necessariamente, estar saudável. Segundo Haddad, muitos exames podem indicar riscos antes mesmo de uma doença aparecer de forma evidente.
Um dos exemplos mais importantes foi o diabetes. O médico explicou que a glicose de jejum pode estar aparentemente normal, enquanto a insulina já está elevada. Isso indicaria que o corpo está fazendo esforço para controlar o açúcar no sangue.
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Com o passar do tempo, esse processo pode favorecer resistência à insulina, ganho de gordura abdominal, dificuldade de emagrecimento e maior risco de diabetes tipo 2.
Outro exame citado foi a hemoglobina glicada, que mostra uma média do comportamento da glicose nos últimos meses. Segundo o Dr. Haddad, esse marcador pode revelar picos frequentes de glicose, mesmo quando a glicose de jejum ainda não chama tanta atenção.
Durante a entrevista, o médico também afirmou que muitos casos de diabetes tipo 2 podem melhorar significativamente e até ser revertidos com acompanhamento adequado. Para isso, ele defende uma abordagem que envolve mudança alimentar, atividade física, perda de gordura abdominal, ganho de massa muscular, sono adequado e avaliação individualizada.
A conversa também destacou o papel da longevidade. Para Haddad, viver mais e melhor não depende apenas de sorte, mas de monitoramento antecipado, estratégia e decisões tomadas antes dos sintomas aparecerem.
A principal mensagem da entrevista é direta: não basta olhar se o exame está “normal”. É preciso entender se aqueles resultados estão realmente favoráveis para a saúde futura.
As informações têm caráter educativo e não substituem avaliação médica individualizada. Diagnóstico, tratamento, suplementação ou mudança no uso de medicamentos devem ser feitos com acompanhamento profissional.
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