terça-feira, fevereiro 27, 2024
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Câncer no intestino: O que explica o aumento de casos entre os jovens?

por Fernando Beteti

O número de diagnósticos de câncer no intestino estão em alta. Dados do Atlas da Mortalidade por Câncer, mostram que, em 2020, foram registradas 20.245 mortes por esta doença no Brasil. A as estimativas não são nada animadoras. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) prevê que o País deve registrar 44 mil novos casos de câncer no intestino, entre 2023 e 2025 – além disso, 70% serão diagnosticados nas regiões Sudeste e Sul. 

O Rei Pelé, 82 anos, e o ídolo do Vasco, Roberto Dinamite, 68 anos, são personalidades que foram diagnosticadas e morreram em decorrência da doença. No entanto, além do avanço da doença, outra questão chama a atenção. Trata-se do fato dos diagnósticos serem feitos cada vez mais em pacientes com menos de 50 anos. Cantoras como Preta Gil, de 48 anos, e Simony, de 46 anos, por exemplo, foram diagnosticadas com o problema. Então, por que o câncer no intestino está mais comum e também surgindo em pessoas mais jovens?

Um estudo realizado pela Universidade Harvard (EUA), no ano passado, e publicado na revista científica Nature Reviews Clinical Oncology, revela que mesmo os cânceres antes diagnosticados geralmente em pessoas mais velhas, como os de intestino e mama, estão aparecendo mais também pacientes com menos de 50 anos.

Um dos responsáveis por este cenário, sugere o estudo, é o estilo de vida da sociedade, que mudou bastante nas últimas décadas. Ou seja, hábitos do mundo atual estão colaborando para o surgimento do câncer. Essa lista inclui sedentarismo, elevado consumo de alimentos ultraprocessados, obesidade, distúrbios no sono e poluição ambiental.

Entretanto, outro fator precisa ser levado em consideração, o avanço da tecnologia, que mais precisa, colabora para o diagnóstico mais precoce da doença.

Sobre o câncer no intestino

O câncer no intestino é um tumor que se desenvolve no intestino grosso, chamado também de câncer do cólon e do reto. É uma doença que pode ser prevenida, pois quase sempre se desenvolve a partir de pólipos, que são lesões benignas que crescem na parede do intestino. Quando o pólipo é retirado evita-se que ele se transforme em câncer.

Foto: Reprodução/Ministério da Saúde

Que fatores podem contribuir para o desenvolvimento deste câncer?

  • alimentação rica em gorduras e pobre em fibras;
  • fumo;
  • consumo freqüente de bebida alcoólica;
  • idade acima de 50 anos;
  • história de pólipos colorretais e de doenças inflamatórias do intestino.

Quais são os principais sintomas?

  • mudanças no hábito intestinal (diarréia ou prisão de ventre);
  • sangue nas fezes;
  • vontade freqüente de ir ao banheiro, com sensação de evacuação incompleta;
  • dor ou desconforto abdominal, como gases ou cólicas;
  • perda de peso sem razão aparente;
  • cansaço, fraqueza e anemia.

Quando a doença está no início, não é comum a ocorrência de sintomas, por isso é importante a realização de exames preventivos para a detecção precoce da doença. Quanto mais cedo o câncer é tratado, maior é a chance de cura.

Como descobrir o câncer do colo do intestino no início?

É recomendada a realização anual do exame de sangue oculto nas fezes para pessoas acima de 50 anos. Trata-se de exame laboratorial relativamente simples e solicitado pelo médico clínico. Para as pessoas com maior risco pode ser necessária a realização de colonoscopia.

Onde posso realizar o exame de sangue oculto das fezes?

Você pode procurar o ambulatório, posto ou centro de saúde mais próximo de sua casa para que um médico possa solicitar a realização do exame.

Como diminuir o risco de câncer de intestino?

  • fazer atividade física na maioria dos dias da semana;
  • ter uma alimentação rica em fibras (frutas, vegetais e grãos) e pobre em gorduras animais;
  • não fumar;
  • evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • realizar exames anuais, após os 50 anos, para detecção precoce e tratamento de pólipos.

Com informações do Inca.

Fernando Beteti

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