A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizou uma fiscalização em um centro de distribuição do Mercado Livre, localizado em Cajamar, na região metropolitana de São Paulo, e determinou a apreensão de produtos considerados irregulares.
A operação foi realizada na quarta-feira (18/3) e teve como alvo itens disponíveis para pronta entrega dentro da plataforma.
Durante a inspeção, os fiscais identificaram produtos sem registro sanitário, com rotulagem inadequada ou que apresentavam promessas não autorizadas. Além disso, foi determinada a remoção imediata de anúncios que estavam em desacordo com a legislação vigente.
Entre os produtos recolhidos estão medidores de pressão arterial, termômetros, oxímetros, tintas para tatuagem, lubrificantes íntimos, suplementos alimentares e probióticos. No total, mais de 1,6 mil aparelhos de pressão foram apreendidos, além de centenas de outros itens.
Irregularidades e riscos ao consumidor
Segundo a Anvisa, as irregularidades envolvem ausência de autorização para venda, falta de certificações obrigatórias, composição fora dos padrões exigidos e uso de alegações terapêuticas não permitidas.
Os itens apreendidos seguem retidos e não podem ser movimentados pela empresa até uma nova deliberação das autoridades sanitárias.
Equipamentos podem comprometer diagnósticos
A presença de dispositivos médicos irregulares, como medidores de pressão e oxímetros, acende um alerta entre especialistas. Isso porque esses equipamentos são utilizados para monitorar condições de saúde e auxiliar em decisões clínicas, podendo gerar riscos quando não estão regularizados.
A Anvisa reforça a orientação para que consumidores evitem comprar ou utilizar produtos sem aprovação sanitária. A recomendação é verificar sempre a procedência dos itens, priorizar canais confiáveis e buscar orientação de profissionais de saúde em caso de dúvidas.
Mercado Livre se posiciona
Em nota, o Mercado Livre diz que “diante da divulgação do balanço da fiscalização conduzida pela Anvisa, em São Paulo, no dia 18/03, o Mercado Livre informa que está em constante aprimoramento com o objetivo de chegar o mais próximo possível de zerar a presença de qualquer produto irregular em sua plataforma”.
“A fiscalização resultou em apenas 0.34% de produtos retidos dos mais de 1 milhão de itens em estoque regulados pela agência que estão armazenados naquele centro de distribuição. Entre eles, não havia nenhum medicamento. A empresa reforça que já compartilhou os dados dos vendedores que tiveram seus produtos retidos, reafirmando sua postura colaborativa com a Anvisa.”
“De acordo com seu Relatório de Transparência mais recente, 99% das infrações são identificadas de forma proativa pela própria empresa. Sempre que um anúncio em desacordo com as políticas da plataforma é identificado, ele é prontamente removido. A empresa reforça seu compromisso com a transparência, a cooperação institucional e o cumprimento da legislação brasileira.”
As informações são do Metrópoles



Isso aí é coisa da concorrência, a Anvisa é pau mandado, está a serviço de quem paga mais.
No mercado livre tem até produtos da nutrigenes.