A alimentação tem influência direta sobre processos que ocorrem no organismo e pode estar relacionada ao desenvolvimento do câncer. É o que destaca a Dra. Andreia Mombach, PhD em Naturopatia e biomédica. Segundo ela, o consumo de açúcar merece atenção por seu possível papel nesse contexto.
“Pesquisas já foram feitas analisando o papel do açúcar, especialmente da glicose, em várias vias metabólicas, baseado na produção de energia, envolvendo o desenvolvimento do câncer. Então essa cascata inflamatória acionada pelo açúcar deve ser estudada e considerada”, diz.
A entrevista completa com a Dra. Andreia Mombach aprofunda a relação entre câncer e alimentação e está disponível para quem deseja entender melhor o tema.
Assim, o consumo excessivo de açúcar pode desencadear processos inflamatórios no organismo, que têm sido associados ao desenvolvimento e à progressão de diversas doenças, incluindo os cânceres.
outra razão para a associação entre câncer e açúcar está no crescimento celular provocado por este alimento. As células cancerígenas têm uma demanda energética aumentada, e o açúcar, em particular a glicose, é uma fonte de energia primária para essas células. Dietas ricas em açúcar podem fornecer um ambiente favorável para o desenvolvimento e a progressão do câncer, pois aumentam os níveis de glicose no sangue, estimulando o crescimento celular descontrolado.
Além disso, o consumo excessivo de açúcar está associado à obesidade e ao ganho de peso. A obesidade, por sua vez, é um fator de risco bem estabelecido para uma série cânceres, incluindo de mama, cólon, rim, pâncreas e outros.
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“Se eu precisar responder em uma palavra “o que acelera o câncer?” a resposta será: o açúcar. Ele já foi identificado como contribuinte significativo para as epidemias que a gente vê tanto, de câncer, de obesidade e de doença cardíaca”, destaca Andreia Mombach.
Ele ‘alimenta’ o câncer, mas, por que o açucar é tão prazeroso?
1. Ativa o sistema de recompensa do cérebro
Quando você come açúcar, o cérebro libera dopamina, o neurotransmissor do prazer e da motivação.
É o mesmo circuito ativado por sexo, apostas e até algumas drogas. Resultado: sensação rápida de bem-estar e vontade de repetir.
2. O cérebro ama glicose (e depende dela)
A glicose é a principal fonte de energia do cérebro.
Quando ela chega rápido à corrente sanguínea, o corpo interpreta como “energia garantida agora”, algo extremamente valioso do ponto de vista biológico.
3. Programação evolutiva
Na pré-história, alimentos doces eram raros e preciosos (frutas maduras, mel).
Quem sentia mais prazer ao consumi-los tinha mais chances de sobreviver.
O problema? O cérebro não evoluiu para lidar com açúcar em excesso e disponível o tempo todo.
4. Pico rápido + queda brusca
O açúcar provoca um aumento rápido da glicemia, seguido de queda.
Essa queda gera:
- cansaço
- irritabilidade
- vontade de comer doce de novo
É um ciclo de recompensa curta, que incentiva o consumo repetido.
5. Estimula insulina e reduz saciedade
O consumo frequente de açúcar:
- estimula picos de insulina
- diminui a ação de hormônios da saciedade (como a leptina)
Ou seja: você come, sente prazer… mas não se sente satisfeito por muito tempo.



