Uma família de Mogi Guaçu, no interior de São Paulo, enfrentou duas perdas em um intervalo de apenas dez horas. Maria Elisabete Nogueira da Silva, de 56 anos, e a filha, Cibele Marchis, de 28, morreram entre quinta-feira, 24, e sexta-feira, 25, após enfrentarem tipos diferentes de câncer. As duas estavam internadas em hospitais distintos e nenhuma soube da morte da outra.
Cibele morreu por volta das 16h de quinta-feira, 24, em decorrência de complicações de um câncer raro na glândula suprarrenal. Poucas horas depois, à 1h58 de sexta-feira, 25, Maria Elisabete, conhecida como Bia, também morreu. Ela enfrentava um câncer agressivo no pâncreas e estava sedada quando a filha faleceu.
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A história ganhou repercussão após familiares relatarem que mãe e filha tinham uma ligação muito próxima e chegaram a comentar, em diferentes ocasiões, que não gostariam de presenciar a morte uma da outra.
Mãe e filha enfrentavam diferentes tipos de câncer
Cibele era empresária do ramo de marketing digital, criadora de conteúdo e sócia de uma agência. Diagnosticada com câncer em 2024, passou por três cirurgias e enfrentou diversas complicações durante o tratamento.
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Entre os problemas de saúde, a jovem teve uma perfuração intestinal e desenvolveu uma infecção generalizada. Ela chegou a permanecer mais de 20 dias internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Mesmo diante das dificuldades, Cibele compartilhava parte de sua rotina e do tratamento nas redes sociais, onde reunia mais de 11 mil seguidores.
Maria Elisabete trabalhava como podóloga em um salão tradicional da família. O diagnóstico de câncer no pâncreas ocorreu depois que ela procurou atendimento médico por suspeitar de um problema na vesícula.
A doença apresentou evolução rápida, e Maria estava internada desde o dia 17 de setembro. O estado de saúde dela se agravou nos dias seguintes, até a morte na madrugada de sexta-feira, 25.
Família recebeu notícia da segunda morte durante o velório
Enquanto familiares e amigos se despediam de Cibele, na madrugada de sexta-feira, receberam a notícia da morte de Maria Elisabete. A família precisou organizar uma cerimônia conjunta para se despedir das duas.
Em entrevista ao g1, Rowilson Leandro da Costa, sobrinho de Maria Elisabete e primo de Cibele, contou que as duas já haviam conversado sobre a possibilidade de uma morrer antes da outra. Segundo ele, nenhuma queria presenciar a perda.
Em dezembro de 2025, durante uma das internações mais graves da filha, Maria Elisabete chegou a fazer um jejum de 24 horas, pedindo pela recuperação de Cibele. A jovem apresentou melhora e recebeu alta, mas voltou a enfrentar complicações posteriormente.
Cibele era filha única. Com as duas mortes, o pai da jovem perdeu a esposa e a filha em um intervalo de aproximadamente dez horas. Segundo familiares, ele estava no velório de Cibele quando recebeu a notícia da morte de Maria Elisabete.
Mãe e filha foram veladas juntas e sepultadas na sexta-feira, 25, no Cemitério Municipal Santo Antônio, em Mogi Guaçu. A história provocou manifestações de pesar nas redes sociais, onde amigos e conhecidos prestaram homenagens às duas.


