Na era em que a reposição hormonal é vendida como solução rápida para queda de energia, perda de libido e envelhecimento precoce, uma voz dissonante vem chamando a atenção: a da Dra. Andreia Mombach, que é PhD em Naturopatia e biomédica, além de especialista em saúde integrativa. Em entrevista ao Canal Fernando Beteti, a médica destacou que muitos sintomas associados à falta de hormônios não têm origem na deficiência hormonal em si, mas em desequilíbrios intestinais e hepáticos ignorados pela medicina tradicional.
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“Às vezes o paciente procura hormônio, mas quando limpamos o intestino, o sintoma simplesmente desaparece”, afirma a Dra. Andreia.
O Papel Esquecido do Intestino e do Fígado
Segundo Mombach, o intestino funciona como um verdadeiro centro de comando do corpo, responsável por ativar, transformar e eliminar hormônios. Quando desregulado por inflamação crônica e disbiose (desequilíbrio da flora bacteriana), ele pode provocar o acúmulo de estrogênio — um cenário perigoso que leva a:
- Diminuição da libido;
- Disfunção erétil;
- Ganho de gordura corporal;
- Irritabilidade e queda da testosterona livre.
A especialista ressalta ainda que a hidrocolonterapia — limpeza intestinal realizada em suas clínicas — tem se mostrado fundamental para restaurar o equilíbrio do organismo e preparar o corpo para qualquer tratamento hormonal.
Mas o alerta vai além: o fígado também entra em colapso quando bombardeado por hormônios sintéticos.
O Grande Alerta: Hormônios Sintéticos Sobrecarregam o Fígado
A Dra. Andreia não mede palavras: “Reposição hormonal sintética não é natural, não é biocompatível e sobrecarrega o fígado. Isso pode causar danos sérios ao órgão, se não houver acompanhamento rigoroso.”
O fígado, chamado pela médica de “grande filtro do corpo”, é quem processa e elimina os hormônios. Quando exposto a doses artificiais, pode falhar. Para evitar isso, Mombach recomenda o uso de fitoterápicos e nutrientes específicos, como cúrcuma, cardo mariano, dente-de-leão, zinco, magnésio e complexo B — substâncias que auxiliam na limpeza e regeneração hepática.
Uma Nova Perspectiva: Da Prevenção à Terapia
Para a médica, a verdadeira medicina preventiva começa no cuidado intestinal e hepático. A hidrocolonterapia e a fitoterapia, segundo ela, oferecem resultados concretos e seguros, ao contrário do que classifica como “atalhos arriscados” da reposição sintética.
“É no intestino e no fígado que começa a sua saúde ou a sua doença. Cuidar desses órgãos é a chave para qualquer protocolo de modulação hormonal responsável”, reforça.
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