Dormir durante várias horas e ainda acordar sem energia não deve ser considerado normal. Quando o cansaço permanece por semanas e vem acompanhado de dores, falta de concentração, sono ruim e desânimo, o problema pode exigir uma investigação mais ampla.
Durante entrevista ao jornalista Fernando Beteti, o professor Dr. Niraldo Paulino explicou que cansaço e fadiga não são a mesma coisa. O cansaço costuma aparecer depois de um esforço e melhora com o descanso. A fadiga, por outro lado, permanece mesmo quando a pessoa dorme ou reduz suas atividades.
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Sintomas podem ser confundidos com depressão
Um dos pontos mais polêmicos da entrevista foi o risco de sintomas físicos serem tratados apenas como problemas emocionais. Segundo o especialista, alterações na tireoide, deficiências nutricionais, inflamação, estresse prolongado e sono não reparador podem provocar desânimo, falta de energia e dificuldade de concentração.
Isso não significa que a depressão deva ser descartada. O alerta é para que o paciente seja avaliado por completo antes de receber um tratamento voltado apenas para um sintoma.
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Paciente chegou ao limite do corpo
O médico apresentou o caso de uma mulher de 45 anos que trabalhava intensamente e passou por uma mudança de país. Ela apresentava fadiga extrema, dores musculares e articulares, hipotireoidismo, infecções recorrentes, perda de foco e um quadro depressivo associado.
A paciente chegou ao ponto de não conseguir levantar da cama. Antes da avaliação integrativa, havia procurado diferentes especialistas e recebido tratamentos separados para dores, falta de concentração e alterações emocionais.
Diante de um cansaço persistente, a avaliação médica pode considerar:
- Qualidade do sono;
- Funcionamento da tireoide;
- Possíveis deficiências de vitaminas e minerais;
- Alimentação;
- Nível de atividade física;
- Uso de medicamentos;
- Presença de infecções ou inflamações;
- Sobrecarga emocional e profissional.
No caso apresentado, o acompanhamento incluiu mudanças de hábitos, descanso, exercícios, suplementação individualizada e outros recursos indicados pelo profissional responsável. Após seis meses, a paciente relatou melhora na disposição, no foco, na aprendizagem e na frequência das infecções.
O principal alerta da entrevista é direto: viver cansado, acordar sem energia e esquecer coisas com frequência não deve ser tratado como uma consequência inevitável da idade ou da rotina.
Aviso: Este conteúdo é informativo e não substitui consulta, diagnóstico ou acompanhamento médico. Antidepressivos, medicamentos para tireoide ou qualquer outro tratamento não devem ser interrompidos ou alterados sem orientação profissional.
Assista a entrevista completa


