Nos últimos anos, a vitamina D, conhecida como “vitamina do sol”, passou a ser estudada por seu impacto no desenvolvimento neurológico. Pesquisas indicam que níveis baixos de vitamina D podem estar associados ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) e que sua suplementação pode trazer benefícios em certos sintomas. Mas o que a ciência realmente revela sobre o autismo e essa vitamina? O assunto será abordado no 3º CONGRESSO de Práticas Integrativas em SAÚDE MENTAL. Clique aqui para saber mais e se inscrever.
Baixos níveis de vitamina D em crianças com TEA
Estudos observacionais mostram que crianças e adolescentes com TEA apresentam níveis significativamente mais baixos de vitamina D do que crianças sem o transtorno.
- Uma meta-análise com 24 estudos e 20.580 participantes encontrou diferença média de -7,46 ng/mL de 25-hidroxivitamina D entre grupos com TEA e controles. (pubmed.ncbi.nlm.nih.gov)
- Níveis baixos de vitamina D aumentaram o risco de TEA (OR ≈ 5,23; IC95% 3,13–8,73).
- Cerca de 95% das crianças com TEA apresentavam deficiência ou insuficiência de vitamina D em alguns estudos. (autism.org)
Esses dados sugerem que a deficiência de vitamina D é comum no autismo, o TEA, embora não se possa afirmar causalidade direta.
Suplementação de vitamina D e sintomas do autismo
Além de observar deficiências, pesquisadores testaram se a suplementação poderia reduzir sintomas do TEA.
- Uma meta-análise com 8 ensaios clínicos (266 crianças) mostrou melhora significativa em comportamentos estereotipados após suplementação de vitamina D. (pubmed.ncbi.nlm.nih.gov)
- Ensaios duplo-cegos reportaram melhora de hiperatividade e irritabilidade, mas sem impacto consistente em todos os sintomas centrais do TEA. (pubmed.ncbi.nlm.nih.gov)
- Doses estudadas variam de 300 UI/kg/dia até 5.000 UI/dia, por períodos de 3 a 4 meses, com monitoramento profissional.
Como a vitamina D pode influenciar o cérebro
Pesquisadores propõem vários mecanismos:
- Neurodesenvolvimento: a vitamina D atua na diferenciação neuronal, mielinização e plasticidade sináptica.
- Imunidade e inflamação: efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes podem reduzir processos associados ao TEA.
- Interação genética: receptores de vitamina D regulam genes ligados ao autismo.
- Exposição solar e microbiota: a vitamina D pode afetar a saúde intestinal, influenciando o comportamento.
Embora plausíveis, esses mecanismos ainda não estão completamente comprovados em humanos.




Informação muito importante. Tenho um filho com Síndrome de Donw e em algum exame acusou o nível baixo da vitamina D. Ele tem 34 anos até os 30 anos era feliz sem nenhuma medicação
A uns 4 anos não é mais fácil de lidar. O neurologista. Disse que era. Transtorno degenerativa da Síndrome de Donw. Não fala mais é agressivo, se tornou irreconhecível.
O problema é q a maioria dos médicos dizem q vitamina D 40 está bom quando na verdade e muito baixa, sempre costumo fazer a seguinte comparação: se vc faz uma prova q vale 100 e vc tira 40 está bom?