Cansaço constante, dores pelo corpo, intestino desregulado, ansiedade e sensação de estar sempre inflamado se tornaram queixas comuns. Mas, segundo a biomédica Dra. Andréia Monbach, esses sintomas podem estar ligados a um problema pouco observado: a sobrecarga tóxica provocada pelos hábitos da vida moderna.
Durante entrevista ao canal Fernando Beteti, a especialista alertou que muitas pessoas são expostas diariamente a substâncias presentes em alimentos industrializados, cosméticos, produtos de higiene, medicamentos, plásticos, poluentes e até ambientes com mofo ou umidade. São as chamadas “toxinas legalizadas”: compostos que fazem parte da rotina, mas que podem contribuir para desequilíbrios no organismo.
Segundo a Dra. Andréia, uma das principais queixas nos consultórios é o cansaço extremo e a falta de energia. Para ela, o cansaço nem sempre está relacionado apenas ao estresse. Em muitos casos, pode haver relação com inflamação crônica, intestino desregulado, excesso de medicamentos, má alimentação e dificuldade do corpo em eliminar toxinas.
Um dos pontos centrais da entrevista foi o papel do intestino. A especialista afirmou que observar as fezes, a frequência intestinal e a digestão pode revelar muito sobre a saúde. Constipação, disbiose e permeabilidade intestinal foram citadas como fatores que podem favorecer inflamação e dificultar a desintoxicação natural do organismo.
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A live também destacou a importância das mitocôndrias, estruturas responsáveis pela produção de energia nas células. Quando o corpo está exposto a metais tóxicos, micotoxinas, disruptores endócrinos e substâncias inflamatórias, a produção de energia pode ser prejudicada, favorecendo fadiga, dores e baixa capacidade de regeneração.
Outro alerta importante foi sobre a ideia de que “tudo é genética”. A Dra. Andréia explicou que o ambiente e os hábitos podem influenciar a forma como os genes se expressam. Alimentação, estresse, exposição química, sono ruim e emoções desequilibradas podem contribuir para o adoecimento, mesmo em pessoas com predisposição familiar.
A especialista também defendeu que o “detox” não deve ser visto como moda, mas como um processo de cuidado com o corpo inteiro. Isso envolve fígado, intestino, alimentação, sono, saúde emocional, atividade física e redução da exposição a substâncias prejudiciais.
Cansaço, inchaço e intestino preso não são normais
A mensagem principal da entrevista é direta: o corpo dá sinais antes de adoecer. Cansaço, dor, inchaço e intestino irregular não devem ser tratados como algo normal. Observar os hábitos, reduzir ultraprocessados, evitar automedicação e buscar orientação profissional podem ser passos importantes para recuperar energia e proteger a saúde.
Veja a entrevista


