Você sente cansaço constante, dores, inchaço ou dificuldade para emagrecer? Esses sintomas, muitas vezes ignorados no dia a dia, podem estar ligados à inflamação crônica silenciosa, um processo oculto que, segundo a Dra. Andreia Mombach, em entrevista ao canal Fernando Beteti, corrói o corpo sem dar sinais óbvios e pode evoluir para doenças graves como diabetes, hipertensão, enfermidades autoimunes e até câncer.
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Sintomas mais comuns
A inflamação crônica pode se manifestar de formas sutis, mas persistentes. Entre os sinais de alerta estão o cansaço diário mesmo após uma boa noite de sono, inchaço abdominal, retenção de líquidos, dificuldade para emagrecer (principalmente na região da barriga), além de alterações de humor, ansiedade, irritabilidade, dores articulares, rigidez matinal, problemas digestivos, gases, desconforto intestinal e problemas de pele, como acne e dermatites.
O que causa a inflamação
Os hábitos alimentares estão entre os principais gatilhos desse processo. Alimentos ultraprocessados e ricos em açúcares e gorduras ruins favorecem a inflamação no organismo. Entre os vilões mais comuns estão o açúcar refinado, farinhas brancas (como pão, bolo e biscoito), óleos vegetais refinados (soja, milho e canola), além de refrigerantes e bebidas adoçadas. “Esses alimentos funcionam como lenha na fogueira da inflamação, aumentando silenciosamente os riscos de doenças graves”, destacou a Dra. Andreia.
Alimentos que ajudam a desinflamar
Em contrapartida, uma alimentação anti-inflamatória pode ser essencial para recuperar energia, disposição e bem-estar. Segundo a especialista, entre os alimentos mais indicados estão o azeite de oliva extravirgem (a frio), peixes de água fria (como salmão, sardinha e anchova), frutas vermelhas (amora, morango e mirtilo), vegetais crucíferos (brócolis, couve-flor e repolho), além de especiarias como cúrcuma e gengibre, chá verde e cacau 100%.
Diagnóstico e prevenção
Detectar a inflamação subclínica nem sempre é simples. Em muitos casos, os exames laboratoriais não mostram alterações evidentes. A médica explica que marcadores como PCR ultrassensível, homocisteína e ferritina podem ajudar a montar o “quebra-cabeça” da inflamação, mas ressalta que o olhar clínico é indispensável para um diagnóstico preciso. “A sociedade está normalizando viver cansado, inflamado e dependente de anti-inflamatórios. Isso não é normal. Se você sente dor, fadiga, inchaço ou irritabilidade constantes, é hora de investigar. Seu corpo está enviando sinais de socorro”, concluiu a Dra. Mombach.
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