Quantas vezes você já ouviu alguém dizer: “Minha mãe teve diabetes, então eu também vou ter” ou “Na minha família todo mundo tem câncer, é genético”? Esse raciocínio, comum e até confortável para muitos, está sendo derrubado pela ciência da nutrigenômica e da epigenética funcional. Mas o que a alimentação tem a ver com tudo isso?
Em entrevista ao Canal Fernando Beteti, a médica Dra. Andreia Mombach explicou que os alimentos funcionam como mensageiros bioquímicos, capazes de ligar ou silenciar genes ligados a doenças.
Alimentos que ligam e desligam genes
- Brócolis (sulforafano): ativa genes antioxidantes que previnem inflamação e câncer.
- Cúrcuma (curcumina): reduz inflamações crônicas e protege o DNA.
- Chá verde e frutas vermelhas: fortalecem o sistema imunológico e modulam genes protetores.
- Açúcar e ultraprocessados: ativam genes ligados à obesidade, diabetes e até tumores.

“Cada refeição é uma mensagem enviada aos genes. Você pode ativar saúde ou ativar doença com o que coloca no prato”, alerta a Dra. Andreia.
De olho na alimentação: Nutrição personalizada e prevenção
Com exames genéticos, é possível identificar polimorfismos que alteram a forma como cada pessoa metaboliza nutrientes. Isso permite prescrições específicas que podem prevenir infertilidade, doenças cardíacas, neurodegenerativas e câncer.
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A abordagem da médica substitui receitas cheias de remédios por uma “lista de compras da saúde”, com alimentos e hábitos que reprogramam genes para o bem.
Segundo a especialista, não existe sentença genética: estilo de vida, sono, exposição ao sol, controle do estresse e alimentação saudável podem silenciar genes ruins e ativar genes de proteção. “Nunca é tarde para reescrever sua história genética. O que você come hoje impacta você, seus filhos e netos”, conclui Mombach.


