Um estudo publicado em 2 de setembro de 2025 no periódico eClinical Medicine, parte da coleção The Lancet Discovery Science, revelou que a suplementação com vitamina D pode ser altamente eficaz na prevenção da COVID-19 e da gripe.
A pesquisa foi conduzida por cientistas do Ningbo Municipal Center for Disease Control and Prevention e da Ningbo University School of Medicine, na China. O trabalho é uma revisão sistemática e metanálise em rede, que reuniu dados de 107 ensaios clínicos randomizados, envolvendo mais de 100 mil adultos.
Vitamina D em alta dose mostra maior proteção
Entre os suplementos analisados — como probióticos, catequinas (antioxidantes presentes no chá verde) e flavonoides — a vitamina D em alta dosagem se destacou na redução do risco de infecção. Segundo os pesquisadores, ela apresentou uma redução relativa de risco de 34% (RR = 0,66; IC 95%: 0,51–0,86) para COVID-19 e influenza.
A suplementação foi dividida em duas categorias: dose padrão (menos de 2000 UI por dia) e alta dose (2000 UI ou mais por dia). O efeito protetor só foi observado no grupo que recebeu a dosagem mais elevada.
“Para a prevenção de COVID-19 ou influenza, a suplementação com altas doses de vitamina D pode ser mais eficaz”, escreveram os pesquisadores.
Outros suplementos também apresentaram benefícios
Embora a vitamina D tenha se mostrado mais eficaz, outros compostos também trouxeram resultados positivos. Catequinas e probióticos reduziram a incidência de infecções respiratórias em geral e ajudaram a diminuir o tempo de duração dos sintomas.
Importante destacar que nenhum dos suplementos avaliados apresentou aumento no risco de efeitos adversos, reforçando a segurança do uso dentro das dosagens estudadas.
Limitações e próximos passos da pesquisa
Apesar dos resultados promissores, os cientistas ressaltam que ainda faltam estudos diretos comparando diferentes suplementos, além da padronização das doses e formas de administração. No caso da vitamina D, foi considerado o ponto de corte de 2000 UI diárias para diferenciar dose padrão de alta, mas ainda não há consenso sobre qual regime seria o mais seguro e eficaz a longo prazo.
Mesmo com essas limitações, o estudo reforça a relevância da vitamina D como estratégia preventiva, especialmente durante o outono e o inverno, quando aumenta a circulação de vírus respiratórios.



