“Entre uma taça de vinho e um remédio tarja-preta para dormir, eu prefiro o remédio”. A afirmação da Dra. Cátia Haranaka durante entrevista ao canal Fernando Beteti acendeu o alerta: usar álcool como “indutor do sono” pode agravar ansiedade e depressão, além de elevar o risco de AVC e infarto ao estimular radicais livres e exigir doses cada vez maiores para o mesmo efeito.
Por que o “vinhozinho” atrapalha o cérebro
Segundo a médica, o álcool dá falsa sensação de relaxamento: inicialmente pode “apagar”, mas quebra a arquitetura do sono, encurta as fases reparadoras e empurra o corpo a precisar de mais em menos tempo. Esse ciclo reforça ansiedade, humor deprimido e cansaço no dia seguinte.
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O “milagre das 2h”
Às 2h da manhã, o organismo entra numa janela de limpeza e reparo (hormonal, neurológico e hepático). Ir para a cama por volta de 22h e proteger a higiene do sono (luz baixa, livro físico, evitar telas) é crucial para que essa “faxina” aconteça.
O que fazer hoje (guia prático)
- Pare de “tratar” o sono com álcool. Proteja a rotina das 22h e a janela das 2h.
- Quarto sem telas: celular fora do cômodo.
- Cheque sua base biológica: peça a um profissional que avalie cortisol (manhã, em repouso), DHEA, painel tireoidiano com T3 livre e cofatores (selênio, zinco, magnésio, ferro), além de vitamina D e B12.
- Olhe para o intestino: reduza ultraprocessados, investigue hipocloridria; experimente vinagre de maçã diluído antes das refeições (se for adequado para você).
- Açúcar & compulsão: 3 dias sem doces, com alimentos vivos (frutas, verduras, legumes).
- Multidisciplinar: recorra a terapia, nutrição, exercício, sono e, quando necessário, médico habilitado em hormônios.
Aviso importante: o conteúdo desta matéria reflete a opinião/experiência clínica da entrevistada. Não substitui avaliação médica individual. Não inicie, interrompa ou troque medicamentos sem orientação profissional.



