Eles são diferentes em suas composições químicas, nas formas de obtenção e absorção pelo nosso corpo. Todavia, tem uma característica comum: ambos tem uma grande importância e são essenciais para a nossa existência.

É claro que todos os nutrientes são valiosos e necessários, mas sem o magnésio e a D3 a nossa saúde fica prejudicada e nosso organismo funcionando inadequadamente, ocasionando ao longo do tempo doenças indesejadas. O porquê dessa afirmação é explicado a seguir.

Analisemos rapidamente o magnésio. Especialistas são unânimes em dizer que, sem esse mineral, simplesmente não viveríamos. Ele participa de mais de 300 reações bioquímicas em nosso corpo e é com o seu auxílio que os demais nutrientes são absorvidos corretamente. Sua ação é predominantemente dentro das células e funciona como um cofator que ajuda a ativar enzimas controladoras do metabolismo nutricional; atua nas contrações musculares, na transmissão dos impulsos nervosos, fixação do cálcio nos ossos, produção e transporte de energia (ATP), reprodução celular, sistema imunológico, prevenção de doenças do coração, etc. Ele faz muito por nós, não é mesmo?

Vamos à vitamina D3. Ela é considerada o hormônio esteroidal mais importante do organismo humano. Para dizer o mínimo, basta ressaltar que a D3 controla em torno de 10% dos genes. Isto é, mais de 2.300 deles sofrem a influência benéfica dessa vitamina (hormônio). Ela atua (assim como o magnésio) no fortalecimento do sistema imunológico, protege-nos contra a fraqueza muscular, participa do metabolismo do cálcio, colabora na prevenção de doenças cardíacas e degenerativas, no aumento da longevidade, etc.

Infelizmente, a população brasileira tem deficiência tanto de magnésio quanto de D3. O magnésio devido aos maus hábitos alimentares, pobreza do solo (que não apresenta níveis ideais do mineral) e outros fatores como ingestão de medicamentos, estresse, situações de tensão, barulho excessivo (principalmente nas grandes cidades), etc. Já a baixa presença de D3 em nosso corpo é explicada pela pouca exposição ao sol, nos horários e condições adequados. Já que a principal fonte natural de obtenção dela é a exposição aos raios ultravioleta B (UVB).

Hoje, a tecnologia nos permite ter esses dois nutrientes sintetizados e oferecidos sob a forma de suplementação. Assim, de maneira fácil e prática podemos garantir melhores níveis de ambos em nosso corpo e, consequentemente, contribuir para a nossa saúde. É muito válido lembrar também que suplementos nutricionais funcionam de maneira sinérgica. Colaboram-se na manutenção da vida do ser humano. Estar atento para a ingestão deles (na alimentação e suplementos) é, sobretudo, cuidar do bem mais precioso que possuímos. E você já sabe qual é.

 

Fernando Beteti
Jornalista Especializado em Saúde